Apresento minha namorada, Tathiana!
12 de junho: Dia dos namorados... é nóis!
Ontem saí de casa por volta das onze horas, mas antes conversei com uma amiga que me disse que é muito deprê passar o dia dos namorados sozinho. Mas eu não consigo ficar muito triste, porque mesmo antes de ter namorada o 12 de junho era uma data como outra qualquer. Sem querer ofender os românticos de plantão, claro! Eu acho que dia dos namorados é todo dia, desde que se tenha consideração pela pessoa amada. Não adianta simplesmente dar um presente por causa da data.
Pra falar a verdade, eu sempre fui desencanado com esse lance de dar presente em datas pré-definidas, gosto de presentear alguém quando me dá na telha e pronto. Ás vezes, você está dando um rolê e vê uma coisa legal, então compra e dá de presente pra dizer que se lembrou daquela pessoa especial e tal. Fica chato quando você pensa que só lembram de você nas datas comemorativas, aniversário, natal, dia dos namorados, não? Mas mais importante do que isso, presente você tem que dar de coração, não importa se é um iate, um avião ou um bombom.
Bem, mas como só verei a minha namorada no final de semana resolvi dar uma saída pra trocar uma calça que comprei no shopping e resolvi pesquisar esse lance de “deprê no dia dos namorados”, e talvez ainda procurar um presente para minha amada neste dia tão especial...rs...
Primeiro, fui até a loja trocar a calça de 29,90 por uma outra do mesmo modelo, mas que não estivesse manchada com tinta vermelha. Procurei na loja inteira, encontrei o mesmo modelo, mas com uma cor totalmente diferente do que eu queria. E pior do que isso, ela havia sido remarcada, agora custava 50 irreais. Putz, um motivo para ter raiva do dia dos namorados. Paguei a diferença peguei a calça e saí para dar uma volta pelo shopping, onde comecei a reparar nos primeiros casais passeando alegremente. Algumas garotas haviam ganhado flores, e numa loja vi uma senhora comprar uma cueca de 10 irreais pro namorado marombado. Kraí, isso nem de longe me pareceu um golpe do baú?
O mais legal é reparar que esta data influencia muitos solteiros que também ficam na deprê. Mesmo sendo esse gatão que sou, recebi uns olhares fulminantes e sorrisinhos de umas duas garotas. Sem brincadeira mesmo, eu fui almoçar sozinho e a garota que estava sentada na mesa ao meu lado, junto com uma senhora, começou a me olhar instantaneamente. Foi muito engraçado.
Depois disso, recebi uma ligação de um amigo confirmando a nossa ida até a liberdade. Eu havia ligado para ele de manhã, e o cara estava meio mal porque “ficou” com a ex-namorada, um dia antes do 12 de junho. Eu acho que tenho faro pra essas coisas, porque ele também estava com a tal deprê... Putz!
Vixi.... vou ficar famoso, agora? Não!
E lá vamos nós, mas antes passamos na Gibiteca Henfil para que ele trocasse umas palavrinhas com o coordenador e truta, Klink.
Enquanto esperava, recebi uma ligação de um amigo me dizendo que um jornalista da Folha de São Paulo queria falar comigo sobre pirataria digital. Alguns minutos depois, recebi a ligação do jornalista que não era ninguém menos que o Ivan Finotti, o cara que entrevistou o Cleiton. Fui questionado sobre todo esse lance de pirataria que anda rolando ultimamente. Ele me perguntou algo mais relacionado a filmes pirateados e como eles chegam com tanta facilidade ao mercado brasileiro. Expliquei tudo que sabia sobre o assunto e pelo jeito a matéria deverá rolar hoje na Folha de São Paulo. O meu nome não vai aparecer porque é apenas um depoimento e como em qualquer veículo de comunicação, é preciso proteger a fonte. Por isso, me tornei “RS, 23, estudante”...rs...
Enfim, fomos para a Liberdade porque o meu camarada queria comprar umas canetas e eu, um presente para a namorada.
Meu destino era a loja de presentes Haikai que é representante da
Sanrio no Brasil. É que fazem duas semanas que visitamos a loja da
Sanrio no Shopping Eldorado e ela ficou simplesmente encantada com todas as coisas que haviam lá.
Eram bichinhos de pelúcia, adesivos, canecas, lapiseiras, chaveiros, mochilas e tudo que você possa imaginar relacionado a Hello Kitty. Ela ficou doida com tudo, mas o preço das coisas era um absurdo. Naquele dia vi uma Hello Kitty de pelúcia bem grande, pra dizer a verdade, a maior que tinha na loja. Não comprei na frente dela, mas como fiquei pensando que aquele era um presente legal, resolvi correr atrás. Na Haikai, eu tive a nítida impressão de que eles misturaram os bonecos originais com alguns piratas. Mas ainda bem que tinha a imagem do bichinho bem nítida na minha cabeça (esse aí, ó!).
Depois, eu e meu amigo fomos comer algo na padaria japonesa Itiriki, onde só tem pães malucos e esquisitos, pelo menos para o nosso paladar. Eu me lembro de ter visto pãezinhos de Karê (Curry, um condimento indiano muito bom!) no Anime Furi Kuri da Gainax, e isso me deixou com vontade de experimentá-los.
Entrei no Itiriki e com uma bandeja comecei a escolher em meio a uma prateleira cheia de pães diferentes. E tinha pão de tudo quanto era jeito, pão de melão com chocolate, pão recheado com Anko (doce de feijão Azuki), pão de gergelim, de karê (kare-pan), de tomate seco e o que mais me chamou atenção: pão de Yakisoba! Caramba, os caras colocaram mesmo Yakisoba dentro de um pão... Achei a coisa mais esquisita que já vi.
Mas enfim, peguei os pães de Karê e nós vimos um pãozinho doce com uma cobertura de chantily gigantesca em cima. Meu amigo disse: “Vizzi, pega esse mano!”, e nós acabamos rachando. Só esqueci de dizer a ele que os doces japoneses tem um sabor muito leve e esquisito pro gosto dos brasileiros. É como se não tivesse gosto de nada! O recheio branco do pãozinho era feito de manteiga com açúcar. Daí, você já tenta imaginar o gosto da bagaça!
Depois disso, nós conversamos na praça Liberdade, point dos malucos por animês, e eu vim pra casa carregando a Hello Kitty gigante.
Ah, esqueci de dizer que ele nem comprou as canetas...