"Quem sou eu? Você tem certeza que quer saber?
A história da minha vida não é para covardes.
Se alguém disser que foi pura felicidade,
se alguém disser que sou uma pessoa como você,
um cara comum, não dê atenção?
Este alguém estará mentindo."
--Peter Parker
ACABOU A TORTURA: VEJA COMO FOI A PREMIÉRE DO FILME DO HOMEM-ARANHA ONTEM EM SÃO PAULO
Ontem foi um dia histórico, tanto para mim quanto para a multidão de jornalistas que passaram o mês inteiro fazendo matérias sobre o filme, apenas supondo como ele seria. Foi um dia feliz também para mais três amigos fãs do cabeça-de-teia que foram arrastados comigo e tiveram a chance de ver o filme duas semanas antes do lançamento oficial.
A jornada começou com uma manhã chuvosa em São Paulo, onde fui ao encontro de dois colegas no metrô, para depois encontrar o terceiro na Paulista. Daí seguimos rumo ao Shopping Vila Lobos, um local da alta roda e de difícil acesso a pobretões como eu. Mas enfim, chegamos ao Cinemark ás 9:45 e fomos direto ao tal piso Lazer. A exibição iria começar ás 10:30.
Danilo com cara de sono. "Mas a cabine é cedo! Oque você queria?"
Engraçado, essa é a primeira vez que vou a uma cabine e conheço a maioria da galera que está por lá.
Uma galera da revista SET, do Universo HQ e o pessoal da Conrad que compareceu em massa (na boa, ninguém deve ter ido trabalhar de manhã!). No meio da multidão se destacava, o Juneca, meu editor que é uma das pessoas mais loucas pelo Homem-Aranha que eu conheço (A outra é o meu amigo William “Spider Man” Pereira que mora em Santos!). Legal, é que ele sempre tenta disfarçar a tremenda ansiedade que tem para ver os filmes de super heróis, mas dessa vez não teve jeito. Ele ficou colado na frente da porta de entrada, garantindo o lugar. Acho que dentro dele existe um adolescente gritando: “Abre logo essa porra que eu não agüento mais esperar!!!” Má tudo bem... Vamos continuar...
Finalmente o cinema abriu, e a multidão invadiu os assentos da sala 1 do Cinemark. Ás vezes me passa pela cabeça porque tem uns caras que curtem sentar na frente, deve ser porque gostam de assistir ao filme como se estivessem assistindo a um jogo de tênis com as legendas.
Como furamos fila na cara de pau, indo bem atrás do Juneca, acabamos com um lugar privilegiado. Rolou uma pipoca e um refri grátis, mas como não desgrudei do banco desde que cheguei, acabei filando o rango dos outros.
A aparição de Xena, Lucy Lawless no filme do Aranha é assim...
QUER SABER O QUE EU ACHEI DO FILME?
Simplesmente fantástico, pode-se dizer que essa é a melhor adaptação de uma história em quadrinhos já produzida até hoje. O roteiro é uma paráfrase das melhores aventuras do escalador de paredes. A minha impressão é que quase nada foi poupado e muito pouco foi adicionado ao universo criado por Stan Lee.
É notável como quase tudo foi retirado das HQ.
Com o ritmo eletrizante da produção, você nem consegue se importar com os lançadores de teia orgânicos, nem com as aranhas geneticamente alteradas e nem com a armadura do Duende Verde.
O filme é uma mistura de comédia, romance, aventura e uma ação que é simplesmente ininterrupta. Em alguns momentos temos um salto na história que vai dos anos de colégio de Peter Parker até a formatura na faculdade. Tudo intercalado com um misterioso herói combatendo o crime.
Todos os personagens são cativantes. Emocionei-me com a morte trágica do tio Ben, gostei do Aranha combatendo o crime, me apaixonei pela Mary Jane e fiquei revoltado com o Duende Verde.
Não dá pra esquecer também o ator que interpreta o editor-chefe do Clarim Diário, Jonah Jameson. Ele ficou igual, no modo de falar, de maltratar o Peter Parker e de fazer lá as suas piadinhas. Ás poucas vezes em que ele aparece, já é motivo suficiente para dar boas gargalhadas.
"GRANDES PODERES TRAZEM GRANDES RESPONSABILIDADES"
Clique no Aranha para ampliar!
As cenas em que o Aranha se movimenta pelos prédios da cidade, lançando suas teias, foram quase que totalmente feitas em computação gráfica. E em quase todas elas você conseguirá notar isso. Alguns momentos elas são bem feitas e quase imperceptíveis, já em outros parece o jogo do Spider-Man para o Game Cube. Mesmo assim, as seqüências de ação estão fantásticas, de um modo que seria impossível fazer um filme desses no passado.
Antes da exibição, a assessora de imprensa da Columbia nos disse que a cópia do filme havia ficado pronta no laboratório apenas um dia antes da Premiére e por isso ela estava com uma pequena mancha amarela que aparecia na primeira batalha do Aranha com o Duende Verde. Mas ninguém viu essa mancha, apenas um dos meus amigos. Ele viu a mancha, mas não notou as cenas de computação gráfica nas seqüências. No final, eu queria ser assim como ele, para ficar espantado com tudo.
A exibição terminou e na saída todo mundo ganhou pôsteres e um release oficial do filme. Valeu a pena dormir as três da manhã e acordar ás seis para assistir um dos melhores filmes do ano. Homem-Aranha com certeza é um divisor de águas em todas as futuras produções cinematográficas voltadas para super heróis.
Eu não sei se fui eu que esperei muito tempo, ou se sou algum fã maluco (deve ser ambos!), mas tem alguns momentos no escurinho do cinema em que vc pensa: ”Caralho, esse filme é muito legal mesmo!”
No final do filme ouvi um comentário dizendo que o filme do Homem-Aranha é uma Ode aos Nerds, porque o Peter Parker é um tremendo bobalhão que vira um dos maiores heróis de todos os tempos. Quer saber? Concordo.
E acho que sou nerd também porque me identifiquei muito com o Peter Parker do filme. Sou inteligente, gosto de computador e não me enturmo com pessoas que não vão com a minha cara. Sou meio bobalhão, uso óculos e além do mais, quem não se apaixonaria pela Mary Jane?
OS TRÊS MALUCOS QUE FORAM COMIGO
Os pistoleiros solitários...
Logo que recebi o convite para a exibição exclusiva de Homem-Aranha, pensei em chamar alguns amigos que curtissem, de repente descolava uma carona e ainda por cima teria outros pontos de vista para colocar aqui no Blog.
Olha a felicidade do menino com o pôster na mão!
Fiquei a semana passada inteira tentando falar com um amigo, até ele me ligar de volta na sexta-feira á noite. Conversamos e ele me disse que não poderia ir a pré-estréia porque tinha uma aula importante na faculdade na segunda-feira de manhã. Esse era o
Leandro Robles, um grande amigo que me conhece desde os tempos do colegial. O cara é ilustrador e está se formando em Arquitetura na USP (olha a responsa!). Enfim, desligamos o telefone, mas no sábado a noite ele me ligou de volta dizendo:
“Ah, deixa a aula pra lá. Eu corro atrás da matéria depois e vou assistir o filme com vc na segunda!”
Depois liguei para o Edison Kimura, outro amigo que futuramente será um analista de sistemas. Ele ficou doido e disse que não iria trabalhar na segunda só para ver o filme.
O terceiro foi o Danilo Monteiro, outro amigo de longa data e um desenhista de quadrinhos por profissão. Ele sempre funciona como uma espécie contra-peso, onde a maioria tem uma opinião boa sobre o assunto, ele tem uma ruim. Incrível que apesar disso, ele concordou com tudo sobre o filme e gostou muito.
Lílian “Mary Jane” Maruyama
Não posso esquecer de falar da minha amiga Lílian Maruyama que recebeu o meu e-mail na sexta-feira e quando menos esperava, ela apareceu na pré-estréia para assistir o filme com a gente. Foi muito legal. Depois preciso ver se coloco a opinião dela aqui.
VEJA O QUE ELES ACHARAM DO FILME
A galera feliz dentro do carango
”Às vezes eu simplesmente não sei que atitude tomar quando vou assistir a um filme. Se eu subo ou desço muito as minhas expectativas, corro o risco de me
decepcionar desde o começo e desprezar o filme durante a projeção inteira. Por isso, ao ir assistir ao filme do Homem-Aranha, resolvi não esperar nada.
E isso foi, de certo modo, muito bom.
No filme não há nada de novo que os fãs não saibam: tudo parece estar no lugar, como se um fã ferrenho tivesse sido chamado pra dar consultoria. O look de nerd do Peter Park, a paixão de infância pela vizinha Mary Jane, os problemas com o valentão Flash Thompson e etc, estão lá, tudo embrulhado com situações típicas para fazer o público não conhecedor apreciar também, como problemas com os metidões no colégio e as explosões exageradas. Simples assim:
mantendo a fidelidade com os quadrinhos originais ao mesmo tempo que se recheava o filme com efeitos especiais e coisas mais, agradou-se a todos.
Eu disse antes que de certo modo foi bom não ter ido no filme com expectativa nenhuma. Isso porque deu pra ver o filme de um outro ângulo:
como uma adaptação de uma história em quadrinhos, o filme é muito bom, ótimo, muito melhor do que jamais se havia visto antes. Mas como filme mesmo, está
apenas um pouco acima daqueles blockbusters de verão. Não que uma produção dessas pudesse ganhar o Oscar de melhor filme, longe disso; mas algumas
linhas de má atuação, situações meio clichê e um final anticlímax depõe contra ele. Anyway... no circuito comercial de cinema, dentre coisas como "Escorpião Rei" e "Não é mais um besteirol americano", é o melhor filme que se pode assistir neste mês.”
Edson Makoto Kimura, 20 anos.
O pequeno Danilo comendo uma pizza no Shopping Vila Lobos
“Sem dúvida nenhuma essa é uma das melhores adaptações de um filme de herói dos quadrinhos, já feita para o cinema. Depois de tanto filminho ruim da Marvel, ela não poderia pisar na bola com o seu herói mais popular, e realmente valeu a espera. O filme do Aranha é muito show, a história está bem fiel aos quadrinhos e o carisma de todos os personagens tb! Como meu amigo dono do Blog disse, eu sou chato e sempre falo mal de tudo quanto é filme, mas não é bem assim, sou mais frio e não me deixo levar fácil pela empolgação. Aliás ele achou Final Fantasy Movie o máximo e o filme dos X-men tb, mas fazer o que...rs...
Mas falando sério minhas poucas críticas são naquelas cenas em que o Homem-Aranha é inteiro feito por computador, mas é só isso também! Acho que Spider-Man não é filme para ganhar dezenas de Oscar e derrotar Ben Hur e Titanic em bilheteria. Mas é demais, e já estou esperando o DVD!”
Danilo Marcos Monteiro, 26 anos
Wallpapers:
Este último Wallpaper foi banido nos Estados Unidos porque na lente do visor do Homem-Aranha está refletido o World Trade Center
Pra terminar, tenho que dizer que sou fã incondicional do Homem-Aranha. Só odiei aquele lance de saga dos clones... Essa época de mudanças radicais no mundo dos Comics foi o que acabou com a vontade de muita gente de ler as histórias em quadrinhos. Tudo uma bosta criada apenas para arrancar mais um troco.