Noite do último dia de Animecon
Animecon: Dia 4
Palestra do Studio Gabia e Hant Editora
Neste dia eu estava muito cansado, três dias dormindo mal e correndo pro evento, ficando em pé e tirando fotos de todo mundo. Houveram duas coisas que me chamaram a atenção: a palestra do
Studio Gabia e os mangás da editora
Hant.
Começando pela palestra do estúdio Gabia que começou as 16:00 e que acabei, e que pra variar acabei chegando atrasado. No palco estavam
Ronaldo Gabia e
Emerson Agumi falando sobre os lançamentos que devem surgir no final de Agosto. O
Studio Gabia preparou toda uma linha de Animes que devem sair em vídeo de forma aleatória. Entre eles estão: os filmes de Card Captor Sakura, a série Vampire Princess Miyu e Samurai Girl – Real Bout. Além disso, Ronaldo Gabia confirmou o contrato para a série Love Hina que também deverá chegar ao país.
O que me chamou a atenção foi que Emerson Agumi é o representante da Editora Abril mais precisamente da revista Heróis da TV (aquela que vem com os vídeos de Dragon Ball Z!). Isto indica um pouco da importância que o Animecon ganhou nestes últimos anos e no “monstro” que está se transformando.
Como eu o conhecia de vista (é amigo de um amigo meu) resolvi me apresentar e fazer umas perguntas no fim da palestra. Descobri que além da revista Heróis da TV Especial 1, que virá com o primeiro filme de Card Captor Sakura, a Abril ainda lançará mais duas revistas no mesmo estilo: uma voltada para animação japonesa com vídeo e uma outra de DVD. Essa revistas de DVD tb virá com animes, mas não sei ao certo (só em blog vc pode dizer isso!..rs.), acho que ela tb virá com filmes como as outras que existem no mercado. Logo que puder confirmar isso, eu coloco aqui, ok?
Conhecendo um pouco do esquema da Abril, acho que pelo menos umas duas ou três edições dessas revistas já estão prontas para irem as bancas, ou então estão rodando na gráfica numa hora dessas. Ah, nem adianta me perguntar o nome das duas outras revistas porque não tenho a mínima idéia.
Mas pelo jeito a Abril vai entrar forte no mercado com essas revistas, enquanto isso uma parte do andar da NEA (Novo Edifício Abril), o local das falecidas: Ação Games e quadrinhos DC, vai dar espaço a novos projetos da Abril Jovem.
Já estou com medo de que os Comics acabem no Brasil, apenas para dar espaço aos mangás e tb a uma briga de foice entre a JBC, Conrad, Panini e o “gigante do pé de feijão” que é a Editora Abril.
Apesar da palestra ter sido muito bacana, ouvi alguns boatos sobre os contratos das produções do Studio Gabia terem aparecido do nada. Esses contratos seriam aqueles usados para a reprodução dos Animes. Acho que isso é apenas papo furado, porque não acredito que a editora Abril entraria num rolo sem saber da fidelidade dos contratos firmados.
Hant Editora e as meninas do Clamp... err... Studio Seasons!
As moças do Studio Seasons
Pra começar, quem ainda chama o Clamp de “as garotas do Clamp” ou “As meninas do Clamp” está totalmente por fora! As famosas autoras do grupo japonês já tem mais de 35 anos. Bom, mas no lugar de “As véia do Cramp”, ou as “Balzacas do Clamp”, elas ficam melhor como meninas mesmo.
Enfim, deixando as piadinhas de lado, hoje foi o dia reservado para dar uma passada no estande da Hant Editora e para comprar os meus “mangás nacionais” e marcadores de página de Oiran. Além disso, aproveitei para conversar com as desenhistas e roteiristas do Studio Seasons, que foram muito simpáticas.
A
Hant Editora e o
Studio Seasons fizeram uma parceria para lançar no mercado dois “mangás nacionais”: Sete dias em Alesh e Oiran, que logo de cara ganharam muitos fãs. E sabe por que? A Arte das histórias é uma coisa impressionante e jamais vista em um quadrinho nacional.
Quando eu comparei com Holy Avenger queria falar da tamanha falta de cenários que toma todas as edições dos personagens criados por Marcelo Cassaro e com os roteiros da Petra.
O pior de tudo é que eu já ouvi uma série de respostas sobre esse lance da “falta de cenário”. Primeiro porque a Érica Awano não tem tempo pra desenhar cenários já que a revista é mensal, e um mês é pouco tempo pra desenhar uma história. O segundo papo dizia que ela não sabe desenhar cenários, apenas os personagens (se for isso é um absurdo!?), e o terceiro que o Cassaro não deixa ela desenhar os cenários, porque segundo um boato ele havia dito que, isso tira o foco das personagens criadas por ele.
Bom, nem cabe a mim discutir esses boatos, apenas posso continuar constatando que quase não tem cenário na história de Holy Avenger, que se passa quase que 90% no “mundo medieval do fundo branco”. É lógico que tb não dá pra discutir o sucesso da revista que já ganhou muitas edições, só que posso dizer que os quadrinhos da Hant Editora dão uma outra noção de qualidade pra coisa toda.
Bom, conversando com o pessoal do Studio Seasons descobri que as histórias tem roteiros fechados e são desenhadas e arte-finalizadas com bastante antecedência, o que garante a qualidade do produto final. Como estudante de história do Japão, eu fiquei muito espantado quando vi Oiran nas bancas, com todos aqueles cenários de época desenhos extremamente rico em detalhes. O Ricardo Cruz disse que quando viu as revistas na banca até pensou que eram japonesas de verdade. “É muito bom, a qualidade é excelente!”.
A roteirista Montserrat me disse que o pessoal do Studio Seasons tem muitos projetos terminados e que possuem algumas imagens na internet. Para conhecer os títulos basta ir até o site do Studio Seasons. Aliás, os sites deles são bem arrumadinhos, não são que nem esse blog não!..rs...
O Cosplay que é uma bomba!
O Kaneda pirotécnico de fim de semana
Pra variar não estive presente na final do concurso de Cosplay, mas enquanto estava no pátio central do Arquidiocesano junto com a minha namorada ouvi duas explosões muito altas vindas das quadras poliesportivas, onde estava rolando a apresentação final.
Depois fiquei sabendo que um maluco vestido de Kaneda com sua moto resolveu detonar duas cargas de explosivos caseiros no palco gerando um tumulto no meio de uma imensidão de espectadores. As duas explosões fizeram voar uma nuvem de estilhaços em cima dos juízes e da platéia. Algumas pessoas ficaram feridas (nenhuma gravemente) e o cara foi expulso do concurso. Podemos dizer que ele, literalmente detonou! Esse tipo de apresentação deveria ser proibida, senão daqui a pouco vão aparecer alguns malucos soltando fogo pela boca, ou com espadas afiadas e coisas do gênero. O pior é acreditar como um estúpido desses pode levar explosivos para um evento. É dose.
Bom, mas as fotos da moto e do Kaneda, eu consegui pegar antes que ele explodisse com tudo!
Enfim, eu só consegui chegar na hora do resultado final do concurso de Cosplay e peguei a re-apresentação de dois caras que fizeram uma coreografia de Kung Fu muito boa.
A imagem abaixo é a dos vencedores, para saber se aquele seu amigo ganhou basta clicar em cima dela.
Eu sei que o Alessandro “Von Victor” ganhou, e eu perdi a apresentação dele como Devil Man. Putz, foi mal cara! Eu vi algumas fotos e achei muito louco!
Os vencedores do concurso de Cosplay
Exibição de A Princesa Mononoke e o Lucas da Família Lima
A galera assistindo A Princesa Mononoke
No domingo, eu finalmente consegui exibir a versão dublada de A Princesa Mononoke inteiro no estande da editora JBC. Me perguntaram porque eu havia decidido exibir o filme do Miyazaki na JBC já que eu trabalho como freelancer para a Conrad. Mas a resposta é simples: eu queria muito exibir esse anime em algum lugar e o estande da JBC me pareceu o lugar ideal. Não porque era exclusivo, não porque eu queria puxar o saco da editora, mas sim porque o lugar da exibição estava mais organizado. Para se exibir um filme de duas horas de duração você precisa de um espaço onde as pessoas possam se sentar e assistir com calma.
E no estande da JBC tinham aqueles almofadas e um espaço com carpete para o pessoal se acomodar. Foi muito legal, o pessoal conseguiu ver o filme inteiro e até aplaudiram no final. Fiquei com uma sensação muito boa.
Parece uma estupidez, mas eu não gosto de ter coisas que só eu tenha. É bom ter um filme como esses que quase ninguém tem, mas ao mesmo tempo é muito chato não poder comenta-lo com mais ninguém. Foi por isso que achei interessante exibi-lo em um local que as pessoas realmente iriam aprecia-lo.
O filme em português não foi e nem será lançado no Brasil, mas a trilha dublada em português foi parar em um DVD japonês, uma edição especial com todas as dublagens feitas onde o filme foi exibido. Como os japoneses acharam que o filme havia passado por aqui o DVD tb ganhou uma versão brasileira.
Se você tem um aparelho de DVD destravado e quer adquirir o filme é só ir até o site da CD Japan, o único com uma seção só de Hayao Miyazaki, e um dos poucos a entregar DVD japonês e cds de música aqui no Brasil. Vale a pena conferir, até porque Spirited Away já foi lançado em DVD e está a venda neste site tb!
No estande da Conrad eu deixei uma fita com 6 horas de Os Cavaleiros do Zodíaco gravado da Manchete e juntou muita gente tb! A fita de Cavaleiros foi bacana porque eram episódios de meia hora e o pessoal não precisava se acomodar muito para assistir. Assim você ficava um pouco assistia, dava uma volta e depois assistia de novo.
Acho que no final das contas acabei ajudando, um pouquinho as duas editoras com esse lance das exibições que foram bem vindas e prenderam a atenção de muita gente.
Eu ainda sou o mais bonito né, Tathy?...rs...
Enquanto o filme A Princesa Mononoke estava começando a ser exibido no estande da JBC, o Lucas da famosa Família Lima apareceu para dar uma olhada nos mangás. Batendo papo comigo e com o Edicarlos, eu acabei tirando duas fotos com eles. Em uma delas estava o Edicarlos e o Júlio Moreno e na outra a minha namorada (foto acima).
Bom, nem preciso dizer que o cara gosta muito de animação japonesa e sempre aparece nos eventos que rolam na cidade de São Paulo. A última vez que ele apareceu foi em um Mangacon que era promovido pela Abrademi.
Considerações finais: o que eu achei do evento?
Essa edição do Animecon 2002 foi uma das melhores que eu já vi. Nos anos anteriores, o evento só serviu para re-encontrar amigos e conhecer pessoas de outros Estados, porque no final das contas não tinha mais nada para se fazer.
Mas essa edição foi bem diferente, porque o pessoal começou a dar a devida atenção e aproveitar o potencial de um evento como esses. Tivemos palestras importantes, lançamentos e muitas promoções. Além disso, as coisas estavam bem organizadas, os estandes estavam bonitos e bem iluminados, as apresentações de Cosplay ficaram legais e havia um ar de confraternização. Você não ia apenas para re-encontrar os amigos mas tb podia curtir bons momentos. Me diverti bastante e como a Lílian me disse: “É muito chato sair desses quatro dias e voltar pra rotina descobrindo que as coisas voltaram ao normal. É como se tudo fosse um sonho.”
Acho que o fato de alguém da editora Abril ter aparecido e o fato de editoras como a JBC e a Escala terem anunciado e feito seus lançamentos indica o tamanho do potencial que o evento tem para atrair um público que gosta de animação japonesa e mangá. Como a Sandra Monte disse lá no Soneca Pikachu, tá na hora de trazer alguém famoso do Japão. Gente que conheça bem as editoras japonesas não falta, e grana por parte dos organizadores creio que tb não.
Só um dado que achei interessante: encontrei com um amigo meu da época em que estudava no Arquidiocesano e ele me disse que o aluguel do Colégio para eventos desse tipo custa 11 mil irreais. Assim, era esperado mais de 12 mil pessoas nos quatro dias de evento, cada uma pagando 10 irreais por dia. Além disso, tem o preço pelos estandes, os pequenos pagavam em média 300 irreais. Pois é, faça as contas e descubra que o Animecon se tornou um negócio lucrativo. Mas é isso, acho que deu pra juntar um tutu suficiente para pensarem em trazer um autor de mangá ou cantor japonês famoso.
Ah, antes de terminar coloquei esse post de madrugada e como escrevi pra KCT, não revisei o texto todo... por isso se notarem alguns erros a culpa é minha e do sono... E por favor façam comentários! Bons ou ruins, eles serão bem vindos...
Clique na imagem para ir a galeria de fotos
Animecon: Dia 3
O Cosplay da Lílian Maruyama
No fim do terceiro dia da Animecon, fui com uma gangue de amigos para o Shopping Santa Cruz para jantar já que durante o dia a minha alimentação balanceada se resumia a um hot dog de R$1,50 e um refrigerante.
Bom, é sempre na volta para casa que eu pensava nas coisas mais legais que haviam ocorrido no Animecon para poder comentar aqui no blog.
Durante o jantar, resolvi perguntar para o pessoal qual era o tópico principal do dia 3 para comentar aqui e a resposta foi unânime: o Cosplay da Lílian. Parando para pensar nisso, descobri que realmente esse era um dos pontos que chamaram mais atenção durante o terceiro dia do evento, mas como comentar o Cosplay de uma amiga?
Faz alguns meses que a Lílian escolheu suas fantasias para o Cosplay do Animecon. A Sakura tinha feito muito sucesso no ano passado, e por isso esse ano ela havia decidido repetir, mas também usar três roupas diferentes. A primeira delas foi a Lyn Minmay de Macross, um Cosplay que ela queria fazer á muito tempo. Já a segunda era uma roupa que ela escolheu olhando em uma Animage (revista japonesa de Anime), essa era Lisa Sakakino, personagem de um anime maluco de corrida chamado éX-D.
Na Animage, o desenhista havia feito uma ilustração exclusiva da Lisa usando uma roupa, mais provocante, daquelas garotas que representam as equipes de corrida. Era uma roupa inteira, uma minissaia de lycra com um baita decotão. Eu sabia que ela ficaria perfeita usando o Cosplay, porque afinal estava fazendo um regime danado. Mas como será que seria a reação do público? Usando esse Cosplay, a Lílian não poderia evitar as brincadeiras e grosserias de uns e outros, porque o decote deixava alguns dotes dela a mostra.
Bom, a roupa da Lisa Sakakino apareceu no sábado no Animecon para o desespero de alguns. A Lílian passava e você via o pessoal boquiaberto que não tinha outra reação á não ser gastar seus rolos de filme para tentar levar uma lembrança dela para casa.
O bacana foi ver que o Cosplay dividiu opiniões, alguns adoraram a roupa, outros acharam que aquilo era só para aparecer (mas Cosplay não é para aparecer?). Quantas pessoas reconheceram o Cosplay? Apenas duas, o resto achava que ela era a garota do jogo Ridge Racer.
Opinião de amigo é fogo! Mas eu achei que ela ficou muito bonita, e também fiquei espantado como todo mundo no evento. Se bem que eu já sabia que ela ficaria daquele jeito. Minha única preocupação era quanto á repercussão, afinal era a Lílian Maruyama, não apenas uma amiga, mas aquela que todo mundo conhece das principais revistas de animação japonesa do Brasil.
Não me resta dizer muita coisa, sei que a Li, além de bonita é uma pessoa muito meiga, inteligente e sincera, é daquele tipo de pessoa especial que você agradece por ser sua amiga. Nos conhecemos há 2 ou 3 anos (nem sei direito!), e sei que esse Cosplay foi uma coisa legal, mas também é uma coisa que foge totalmente do estilo dela. Sabe porque eu acho isso? Eu sei que a Lílian já foi uma garota gordinha que passou por um monte de coisas no colégio, bem ao estilo Monica Geller (de Friends!). Usar uma roupa mais justa é quase como se libertar de um estigma de “gorda feia” deixado no passado. Boa ou ruim, acho que realmente essa foi uma experiência e tanto.
Concurso de Cosplay e a palestra com os dubladores...
Esse foi o único dia em que fui sentar com os jornalistas para assistir ao Concurso de Cosplay do Animecon. Uma fila imensa com mais de 100 pessoas fantasiadas se apresentou durante duas horas de show. Haviam muitas roupas sensacionais, mas dessa vez eu não fiquei para avaliar as fantasias. Na verdade, fiquei apenas para tirar fotos (que logo você poderá conferir em um futuro álbum digital!).
Neste dia rolou também a palestra com os famosos dubladores de animação japonesa. Eu não acompanhei a palestra, mas sei que foi uma bagunça só (no bom sentido, claro!).
Eu fiquei sabendo que nem todos os dubladores que haviam sido convidados para o evento compareceram, por isso alguns que estavam no estande da JBC e na sala do Animepro resolveram completar o time de palestrantes do evento. Foi muito divertido e deu pra notar como os dubladores ficaram famosos. Quando cheguei ao local, vi o dublador do Shurato sair do palco escoltado por um cordão de seguranças... Cacilda!
Como eu cheguei no final da palestra e mais parecia um gato num quarto cheio de cadeiras de balanço, não consegui me situar muito com o que estava acontecendo. Só sei que a editora JBC presenteou o público com bons prêmios, mas fiquei sem saber se era promoção ou sorteio. :P
Ah, e eu conheci o Capitão Ninja do fórum AnimeBr, olha ele aí!
Antes eu participava ativamente do Fórum Anime BR, mas nunca havia conhecido pessoalmente ninguém de lá. Mas nesse Animecon eu encontrei o Paulo e o Capitão Ninja.